Tríduo em honra a São Francisco de Assis e aos 34 anos da ALSF: fotos do 1º dia
Tema da manhã inaugural de fé e devoção foi: "São Francisco e o Presépio"


03/10/2019 14:32:37 Comunicação NOTÍCIAS

Na manhã desta quarta-feira, a Capela do Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus recebeu o dia de abertura do Tríduo em honra a São Francisco de Assis e aos 34 anos da Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, cujo tema é "Os três amores de São Francisco". Hoje, foi abordado o primeiro deles: o Presépio.
 
A celebração foi de Frei Carlos José Körber, da Ordem dos Frades Menores (OFM), e contou com a presença de Frei Roberto Santos, diretor administrativo do Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus, e colaboradores dos mais diversos setores, que protagonizaram um inesquecível evento de fé e devoção.
 
Amanhã (3/10), no segundo dia do Tríduo, abordaremos a temática da Cruz. O responsável pela celebração será Padre Emerson Aparecido da Silva.
 
Clique aqui e confira as fotos do primeiro dia em nossa fanpage. Ou, se preferir, acesse a galeria abaixo!
 
Confira, abaixo, o texto detalhado sobre a temática abordada nesta manhã:
 

São Francisco de Assis e o Presépio

“Quando estavam ali, chegou o tempo do parto. Ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lc 2,6s)

A Senhora Santa Pobreza é a personificação de tudo o que Jesus abraçou (ir. Cidinha, pme). É sobre esta lente que devemos contemplar os três amores, pois expressam o infinito amor, misericórdia e compaixão de Deus por nós, como nos sinaliza o caminho da perfeição:

“Sabei, irmãos, que a pobreza é o caminho especial da salvação, como fomento da humildade e raiz da perfeição, cujo fruto é múltiplo, mas oculto. Ela é, pois, o tesouro escondido no campo evangélico; para comprá-lo, deve-se vender tudo; e, o que não se pode vender, deve-se desprezar em comparação a ela.” (1B 7,1 9-10)

Assim, toda a alegria que inundava o coração de nosso Seráfico Pai não poderia ter outra razão que profunda gratidão, pois sabia que o Primogênito do Pai rebaixou-se a si próprio, deixando o seio do Pai a fim de nos alcançar a Salvação e a filial adoção. (Cf. fl 2, 6-ll )

“Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebessem a adoção filial.” (Gl 4,4-5)

Jesus se privou de sua condição divina para assumir em sua nova condição todas as nossas privações, menos o pecado: experimentou a incompreensão e a dureza dos corações humanos; aceitou o desconforto de uma manjedoura e adormeceu, em sua primeira noite, entre burro, vaca, carneiro, e outros animais; embora anunciado pelos anjos, desprezado pelos homens. Por essa razão:

“…frequentemente recordava, são Francisco, com lágrimas, a pobreza de Cristo e de sua Mãe; daí afirmar ser a pobreza a rainha das virtudes, porque brilhava, tão eminente, no Rei dos reis e na rainha sua Mãe.” (1B 7,1 5-7)

Conta-nos Tomas de Celano, na segunda vida de São Francisco (2C 199): “Celebrava com inefável alegria, mais do que todas as outras solenidades, a Natividade do Menino Jesus, afirmando que era a festa das festas, em que Deus, feito Menino, dependeu de peitos humanos.”

Contemplar um Deus tão grande e tão humilde, que se fez pequeno por nós? Quanta alegria! Ao contemplar o presépio, o Santo de Assis desejava, acima de tudo, alcançar a perfeita imitação de Cristo, a perfeita vivência do Evangelho; desejava com todas as fibras do seu coração imitar com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os passos do Santíssimo Senhor, Jesus Cristo, no seguimento de sua doutrina. (Cf lC 84) Essa foi a Motivação primeira que impulsionou São Francisco a construir o presépio em Gréccio:

“Quero lembrar que o menino Nasceu em Belém, os apertos que passou, como foi posto num presépio, e contemplar com os próprio olhos, como ficou em cima da palha, entre boi e burro.” (1C 84)

Tomas de Celano informa-nos que Gréccio se tornou uma nova Belém, onde louvava-se e honrava-se a simplicidade, a pobreza e a humildade.

“A Senhora Pobreza é o modo de ser inaugurado, vivido e consumado na Terra, trazido do céu por Jesus Cristo, do abismo do Mistério do Amor, chamado Santíssima Trindade. É a revelação do mais íntimo recolhimento do Deus de Jesus Cristo, Deus que nos amou primeiro.” (Introdução: Sacrum Commercium)

Ao contemplarmos o presépio, é preciso que permitamos o Menino de Belém ressuscitar em nosso coração, a fim de nos alcançar as graças e favores do Todo-Poderoso. Não deixemos morto no esquecimento gesto tão majestoso, tão sublime humildade, tão precioso ensinamento, tão caro presente dos céus.


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