HUSF realiza implante coclear


12/12/2018 14:15:10 Comunicação NOTÍCIAS

No dia 11 de dezembro a equipe do HUSF, liderada pelo Otorrinolaringologista Antonio Fernando Salaroli, realizou o primeiro Implante Coclear na região. A paciente, de 22 anos, passa bem.

Implantes Cocleares são dispositivos eletrônicos direcionados à reabilitação de pessoas com perdas auditivas profundas e que não apresentam benefícios com o uso de aparelhos auditivos tradicionais. “O paciente candidato ao implante deve sempre testar um aparelho auditivo convencional antes de se decidir pela cirurgia, independente da idade”, esclarece a Fonoaudióloga Maria Cristina Machado Salaroli, que também participou da cirurgia.

Dr. Salaroli explica que não são todos os casos de surdez que se enquadram na indicação ao Implante Coclear. “O paciente sempre deve ser avaliado por um médico Otorrinolaringologista, que fará uma série de avaliações para ver se ele se encaixa ou não no perfil preconizado”.

Como funciona

O implante é um aparelho eletrônico que “substitui a função do ouvido”, que estimula diretamente o nervo auditivo. “Trata-se de um eletrodo que é introduzido cirurgicamente dentro de uma mesma estrutura do ouvido (a cóclea, que tem esse nome devido ao formato de caracol), ‘abraçando’ o nervo auditivo e melhorando a função de ‘ouvir’. Desta maneira, o paciente não ouvirá mais pelo tímpano, mas pelo microfone da prótese que capta o som, transforma em eletricidade e envia diretamente para o nervo auditivo”, desvcreve Cristina.

Existem diversas marcas e tamanhos do implante. “Usamos o aparelho mais moderno em nossa paciente, de uma empresa austríaca. Além da parte interna, existe uma unidade externa que é acoplada atrás da orelha. Sob o ponto de vista estético não há nenum problema, pois os implantes tem cores variadas e ficam encobertos pelos cabelos, praticamente imperceptíveis”, afirma Dr. Salalori.

Popularmente conhecido como “ouvido biônico”, o implante é realizado em pessoas de diferentes faixas etárias. Cristina explica que a maioria dos cirurgiões aceita 1 ano de vida como suficiente para um ótimo resultado e a idade máxima dependerá se o paciente é “pré-lingual” ou “pós-lingual”:

“É chamado de pré-lingual o paciente que perdeu a audição antes de aprender a falar, ou seja, que nasceu surdo ou que ficou surdo nos primeiros meses de vida. O paciente que já sabia falar na época e ficou surdo, é classificado como pós-lingual”.

Quanto mais cedo a cirurgia for realizada, melhor será o resutado. No caso dos pacientes “pré-linguais, o implante deve ser feito até os 6 anos de idade. Nos casos pós-linguiais não existe um limite de idade.

Dependo do caso, o procedimento cirúrgico dura de uma a três horas. Apesar de ser um dispositivo de alto custo, o implante é coberto pelo SUS (apenas uma orelha) e pelos convênvios (as duas orelhas).

Rotina pós-operatória

A ativação do implante coclear só acontece 30 ou 40 dias após a cirurgia. O paciente precisa tomar alguns cuidados como não molhar o aparelho (pois a parte externa não é a prova d’água). É necessário também fazer um acompanhamento com o Fonoaudiólogo: Em geral os resultados são muito bons, mas existem muitas variáveis que influenciam o desempenho auditivo desses pacientes, principalmente a idade que relizou o procedimento, o tempo que ele deixou de ouvir, a anatomia das estruturas do ouvido e a causa da perda auditiva.

“A terapia de Fonoaudiologia é importantíssima e está relacionada diretamente ao sucesso do tratamento. A motivação do paciente e da famiília também é outro fator decisivo”, afirma Cristina.

Os pacientes que passaram pela cirurgia devem andar com uma carteirinha junto com a identidade para comprovar que possuem o implante, isso porque devido ao imã, o aparelho pode sofrer alguma interferência, em portas giratórias de bancos, alarmes de lojas e aeroportos, por exemplo.

“O pacienete levará uma vida normal. É emocionante ver a reação das pessoas ao voltarem a ouvir ou ouvir pela primeira vez”, finaliza Dr. Salaroli.


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