27 de setembro Dia Nacional da Doação de Órgãos
Psicóloga do HUSF fala da importância da doação de órgãos no país


27/09/2018 09:53:59 Comunicação NOTÍCIAS

Atualmente os números mostram que há um aumento expressivo nas doações de órgãos no Brasil. Em 2016, foram aproximadamente 25 mil transplantes e em 2017, cerca de 27 mil, informação que representa a retomada após alguns anos de retração.

Dois decretos assinados pelo presidente da República Michel Temer, um em 2016 e outro em 2017, foram essenciais para o aumento na taxa de doadores efetivos. Um deles determina que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) permaneça em solo exclusivamente para transporte de órgãos para transplante. Desde a assinatura do decreto, em junho de 2016, a FAB transportou 512 órgãos.

E o Decreto nº 9.175/2017 que regulamenta e detalha os critérios de notificação de morte encefálica. Com o novo protocolo não há obrigatoriedade da participação de um neurologista e torna-se atribuição de outros médicos, devidamente treinados, além de que o novo protocolo diminui o tempo entre os exames, o que facilitou e agilizou o diagnóstico.

Outro ponto importante é o treinamento das equipes envolvidas no processo de doação de órgãos. Entre outras atividades, essa qualificação melhorou a forma de comunicar a possibilidade de doação aos familiares de pessoas falecidas.

A CIHDOTT (Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Transplante de Tecidos) do HUSF foi selecionada a participar do projeto DONORS que consiste em um ensaio clínico que envolve 70 hospitais de todas as regiões do país, além de atividades de treinamento e atualização de diretrizes terapêuticas.

Essas unidades representam 30% dos potenciais doadores, um número relevante. A meta é aumentar a taxa de sucesso de doações de órgãos no Brasil e a qualidade dos órgãos disponibilizados aos seus receptores.

Estima-se que a taxa de perdas por falhas de manutenção de potenciais doadores seja em torno de 24,5%. Esse percentual ainda está distante das taxas observadas em outros países, como na Espanha, onde esta taxa é de 3,2%. O projeto é fruto de parceria do Hospital Moinhos de Vento com o Ministério da Saúde, através de recursos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS).

Apesar dos avanços, o trabalho está longe de terminar. No fim do ano passado, mais de 32,4 mil pacientes adultos estavam na fila de espera por um órgão, além de outras mil crianças que também aguardam um transplante.

Ainda há muitos mitos sobre a doação de órgãos, um dos maiores desafios é a conscientização da população que só acontece através do acesso à informação de fontes seguras e confiáveis.

No momento da decisão é o familiar que define sobre a doação ou não, por isso, se você é doador de órgãos é importante informar a família sobre a opção.

Texto escrito por Flavia Gozzoli, coordenadora do Serviço de Psicologia do HUSF

Fontes: www.brasil.gov.br e www.hospitalmoinhos.org.br


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