Equipe do HUSF participa de evento em Porto Alegre
Curso faz parte do projeto DONORS


06/12/2017 16:17:47 Comunicação NOTÍCIAS

No dia 01 de dezembro o Hospital Moinhos de Vento, localizado em Porto Alegre (RS) realizou um curso de “Comunicação em Situações Críticas”. O evento faz parte do projeto DONORS criado em 2016 pelo hospital em parceira com o Ministério da Saúde. A meta é “aumentatr a taxa de sucesso de doações de órgãos no Brasil e a qualidade dos órgãos disponibilizados a seus receptores”.

A equipe da UTI adulto do HUSF participou do treinamento para promover melhor manejo do potencial doador e também orientações específicas para a entrevista familiar. Muitas vezes a doação de órgão não acontece porque ainda há desinfrmação sobre o assunto, assim como alguns mitos. Por esse motivo orientar as familias de potenciais doadores – que estão passando por um momento delicado e precisam de atenção –  é fundamental.

O HUSF não realiza transplantes de órgãos. Porém, existe uma equipe multiprofissional que acompanha o processo de doação de órgãos nos casos de morte encefálica e segue todo o protocolo estabelecido pelo Conselho Federal de Medicina.

Entre os responsáveis estão a psicóloga Flavia Gozzoli, que participa da CIHDOTT (Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos) há oito anos e foi treinada pela Unicamp. E também Thiago Filliponi¸ médico nefrologista e responsável técnico da UTI do HUSF.

O processo acontece da seguinte maneira:

O paciente com lesão cerebral e suspeita de morte encefálica é submetido a alguns exames. São duas provas clínicas compostas de testes com intervalo determinado pela idade do paciente.

 Após as duas provas clínicas a CIHDOTT notifica a OPO (Organização de Procura de Órgãos – UNICAMP) e solicita o exame complementar.

É importante frisar que desde a suspeita de morte encefálica, a família é orientada pela equipe sobre todas as etapas do protocolo. A visita ao paciente na UTI é liberada aos familiares que acompanham todo o processo.

 O protocolo se encerra após a finalização do terceiro exame, concluindo então o óbito do paciente. O processo é seguro e minucioso, não deixa dúvida quanto ao resultado.

Somente após o término do protocolo a equipe oferece à família a possibilidade da doação de órgãos e disponibiliza o tempo necessário para que esta decisão seja tomada.

Caso a família opte pela doação, o corpo é mantido através de suporte com equipamentos e medicações para preservar os órgãos que serão doados. Um membro da família e duas testemunhas, preferencialmente indicadas por familiares, assinam o termo de doação.

Os órgãos são captados por equipes indicadas pela OPO no centro cirúrgico do HUSF. O corpo é submetido à um processo cirúrgico e, ao contrário do que muitos pensam, não fica deformado ou danificado. A família é informada quais órgãos foram doados, mas não recebe a informação de quem os recebeu.

De acordo com a psicóloga Flávia, a falta de informação é o motivo que mais interfere na negativa familiar diante da possibilidade da doação de órgãos: “Por isso é importante o apoio da mídia na divulgação de campanhas para esclarecimento do processo de doação. Outro ponto importante é informar seus familiares sobre a sua opção de ser um doador”, finaliza.

Foto:  (da esquerda para a direita: Enferneira Helenice, Residente de Psicologia Melissa, Psicóloga Flávia e Enfermeira Luciana)


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