Cinco milhões de pessoas são portadoras de psoríase no Brasil
Cíntia Martins dermatologista do HUSF esclarece as dúvidas mais comuns sobre a d


26/10/2017 08:33:26 Comunicação NOTÍCIAS

Preconceito. Infelizmente essa palavra está associada aos portadores de psoríase, uma doença dermatológica. Por falta de informação os indivíduos que têm a doença enfrentam olhares estranhos no trabalho, na rua, no convívio social. Muitos deixam de frequentar lugares como piscinas e praias devido a vergonha. No mundo, 125 milhões de pessoas têm a enfermidade. No Brasil, são 5 milhões. Destes, 51% são mulheres e 49% são homens.

Porém, o que a maioria da população não sabe é que a doença não é contagiosa. Para tentar acabar com o preconceito, difundir a informação e criar um espaço de debate, a OMS (Organização Mundial da Saúde) definiu o dia 29 de outubro como o Dia da Psoríase. A data, etabelecida em 2004 é reproduzida em 59 países.

De causa multifatorial , ou seja, não possui uma causa específica, a psoríase é uma doença inflamatória da pele. As principais características são placas avermelhadas que causam coceira (e podem até sangrar) e escamas brancas ou prateadas que se desprendem da pele. 

Cintia Martins, dermatologista do HUSF explica que essas placas podem aparecer em qualquer superfície do corpo, entretanto, são mais comuns no couro cabeludo, joelhos e cotovelos. Trata-se de uma doença que acomete mais os adultos, mas pode aparecer em qualquer idade. “Sabemos que o fator genético está envolvido, porém esse é apenas um dos fatores”, esclarece a médica. Outro fator desencadeante é o estresse.

Não há cura para psoríase mas há controle. “Existem muitas opções de tratamento que dependem do local e da intensidade, como pomadas e cremes,  remédios via oral e nos casos mais graves e que não respondem aos outros tatamentos, são usados imunobiológicos (injetáveis)”, exemplifica Cintia. Alguns tratamentos estão disponíveis pelo SUS.

O Sol, que na maioria das vezes é o vilão das doenças de pele, atua no caso da psoríase como um aliado. “Ele ajuda a diminuir os sintomas”, conta a médica. Cintia também enfatisa a importância da continuidade do tratamento: “Muitas pessoas desistem do tratamento porque ele é contínuo. Nós sabemos que existem épocas melhores e piores da doença, portanto, paciência e perseverança são palavras-chaves”.

Ela também alerta para a importância de procurar um profisisonal especializado, um dermatologista para qualquer tipo de lesão na pele. “Só o dermatologista vai conseguir fazer o diagnóstico e indicar o melhor tratamento”.

Sobre o preconceito que afeta a qualidade de vida e a autoestima dos portadores de psoríase, Cintia diz: “Temos uma frase que usamos bastante: O preconceito é contagioso, a doença não”.

No site da União das Associações de Portadores de Psoríase do Brasil é possivel saber mais sobre a doença e novidades no tratamento, além de discutir o tema com outros portadores. Acesse: www.psoriase.org.br

Há também uma página no Facebook: www.facebook.com/psoriasebrasil


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